Descoberta de pontos quânticos dá Nobel de Química para três cientistas

Nanotecnologia computação pesquisa Misto Brasília
A nanotecnologia é importante para diferentes áreas, como a saúde/Arquivo/Tecnoblog
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São partículas de semicondutores extremamente pequenas, cujas dimensões não ultrapassam alguns nanômetros de diâmetro

Por Misto Brasília – DF

Os pesquisadores americanos Moungi Bawendi, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e Louis Brus, da Universidade Columbia, e o russo  Alexei Ekimov, da empresa Nanocrystals Technology, ganharam o Prêmio Nobel de Química de 2023, anunciou nesta quarta-feira (04) a Real Academia Sueca de Ciências.

As premiações são tradicionalmente entregues em 10 de dezembro, aniversário da morte de Nobel, segundo informou a Agência DW.

O Nobel de Química foi o terceiro a ser anunciado este ano. Durante a semana, o comitê vai tornar conhecidos ainda os vencedores nas categorias Literatura e Paz.

Os cientistas receberam a distinção pela descoberta e desenvolvimento dos chamados pontos quânticos, anunciou a Academia. Essas estruturas, também conhecidas como átomos artificiais, são usadas em televisões modernas e também são importantes para computadores quânticos. Todos os três trabalham nos Estados Unidos.

Ponto quânticos são partículas de semicondutores extremamente pequenas, cujas dimensões não ultrapassam alguns nanômetros de diâmetro. As propriedades ópticas e elétricas deles diferem das propriedades apresentadas pelos semicondutores de tamanho macroscópico.

Os pontos quânticos são um dos principais materiais em aplicações de nanotecnologia.

A pesquisadora húngara Katalin Kariko e seu colega americano Drew Weissman são os vencedores da edição 2023 do Prêmio Nobel de Medicina por seu trabalho no desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) contra a Covid-19. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (02) pelo Instituto Karolinska, em Estocolmo.

Prêmio Nobel de Física de 2023 foi concedido a três pesquisadores que desenvolveram métodos experimentais para o estudo da dinâmica dos elétrons.

Os pesquisadores premiados são Pierre Agostini, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, Ferenc Krausz, do Instituto Max Planck para Ótica Quântica e da Universidade Ludwig-Maximilians de Munique, na Alemanha, e Anne L’Huillier, da Universidade de Lund, na Suécia. O anúncio foi feito nesta terça-feira (03).

O Prêmio Nobel é assim chamado devido ao químico sueco Alfred Nobel (1833-1896), que em 1867 inventou a dinamite e, por meio de um testamento, doou a maior parte da sua fortuna para a prestação de serviços valiosos à humanidade.

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