Cotas dos rios da Bacia Amazônica continuam muito baixas

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Quase todos os municípios do Amazonas têm problemas com a seca/Arquivo/Defesa Civil/AM
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O Boletim de Monitoramento Hidrológico, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), mostra estabilidade dos níveis

Por Misto Brasil – DF

As cotas dos rios da Bacia Amazônica continuam muito baixas para o período, segundo o Boletim de Monitoramento Hidrológico divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).

A boa notícia é que níveis dos rios começaram a se estabilizar, mas a seca atinge todos os município do Amazonas.

Segundo o boletim, em São Gabriel da Cachoeira (AM) houve redução de 14 cm no nível do Rio Negro, entre quinta (2) e sexta-feira (3). A cota registrada foi de 5,54 metros. Já em Barcelos (AM), houve aumento de 3 cm e atingiu a marca de 2,12 metros.

Em Manaus, o rio Negro subiu 6 centímetros em média, diariamente, e chegou à marca de 13,14 metros.

Em Tabatinga, o Solimões voltou a descer, com recessão média diária de 6 centímetros e ficou em 89 centímetros. Na estação de Manacapuru, o rio manteve processo de recuperação e chegou à cota de 3,56 metros.

Na cidade de Rio Branco, no Acre, o rio Acre teve descidas médias de 4 centímetros por dia e está na cota de 1,42 metro. Em Porto Velho (RR), o Rio Madeira teve oscilações e chegou a 1,21 metro.

Amazonas Orla Marina do Davi seca Misto Brasil
Detalhe parrcial da Marina do Davi neste ano/Gilmar Honorato/SGB

O rio Amazonas teve recuperação em Itacoatiara (AM) e atingiu a cota de 71 centímetros. Nas estações de Parintins (AM) e Almeirim (PA), houve certa estabilidade, e as marcas foram de: -1,93 m e 1,94 m, respectivamente. Em Óbidos (PA), o nível desceu e atingiu a marca de -66 cm.

Em Tabatinga, o Solimões voltou a descer, com recessão média diária de 6 centímetros e ficou em 89 centímetros.

“A estabilidade dos níveis depende da permanência das subidas nas regiões de Alto Solimões e Alto Rio Negro, além do retorno do período de chuvas na bacia como um todo. No momento, rios nessas duas cabeceiras importantes (Alto Solimões e Negro) estão em processo de descida. Isso pode indicar que essa fase de estabilidade no Rio Negro em Manaus pode continuar nas próximas semanas, com subidas menores e oscilações”, explica a pesquisadora em geociências do SGB Jussara Cury.

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