Rodolfo Barra esteve ligado ao Movimento Nacionalista Tucuara, que atacou com explosivos uma sinagoga
Por Misto Brasil – DF
O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, indicou para o cargo de procurador geral do Tesouro um ex-integrante do Movimiento Nacionalista Tacuara.
Era uma organização facista e nazista associada a atos terroristas e que atuou na Argentina entre o final dos anos 1950 e início dos anos 1960.
Ministro da Justiça de 1993 a 1996 durante o governo do neoliberal Carlos Menem, Rodolfo Barra acabou renunciando ao cargo.
Foi após a imprensa revelar seu passado de militância na organização ultraconservadora e a participação dele em um ataque a uma sinagoga em 1965.
Na época do escândalo, um veículo argentino resgatou uma foto em que Barra, então com 13 anos, aparece fazendo a saudação nazista ao lado de seus colegas de militância.
Quando a história veio a público, mais de 30 anos depois, Barra se desculpou: “Se fui nazista, me arrependo”.
Católico e membro da Opus Dei, ele foi uma voz ativa na campanha contra a legalização do aborto na Argentina, aprovada em 2020.
Hoje aos 75 anos e com uma carreira que inclui uma passagem pela Suprema Corte de 1989 a 1993, Barra assumirá a chefia máxima de um órgão semelhante à Advocacia Geral da União no Brasil.
Sua função é assessorar o Estado em questões relacionadas ao orçamento público e ao controle de legalidade jurídica das ações do Poder Executivo.


