Bolsonaro e Tarcísio de Freitas no lançamento da Frente das Escolas Cívico-Militares

Frente Parlamentar das Escolas Cívico-Militar Misto Brasil
Lançamento da Frente Parlamentar Cívico-Militar na Câmara/Apolos Neto/Divulgação
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Evento político reuniu colaboradores e deputados da base do governo anterior. Evento coincidem com a discussão sobre a Política Nacional de Ensino

Por Misto Brasil – DF

Foi lançada na tarde de hoje (06) a Frente Parlamentar Mista em Defesa das Escolas Cívico-Militares. No ato realizado no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, comparecem o ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Veja o vídeo logo abaixo

O autor da proposta, deputado Luciano Zucco (Republicanos-RS), que foi tenente-coronel do Exército, aproveitou para realizar um grande ato político. Reuniu os parlamentares bolsonaristas e antigos aliados do ex-presidente.

Colegas do parlamento trouxeram também representantes de escolas que adotam o sistema. O lançamento da frente coincide com as discussões na Comissão de Educação da Câmara sobre a proposta do governo federal que redefine a Política Nacional de Ensino Médio no Brasil.

O projeto modifica pontos como carga horária, disciplinas obrigatórias, formação de professores e os chamados “itinerários formativos”, criados pela reforma de 2017 para permitir ao estudante completar a grade curricular com áreas do conhecimento de seu interesse.

O projeto recompõe as 2.400 horas anuais para as disciplinas obrigatórias e sem integração com curso técnico. No caso dos cursos técnicos, serão 2.100 horas de disciplinas básicas e, pelo menos, 800 horas de aulas técnicas.

Atualmente, as escolas devem destinar 1.800 horas anuais para as disciplinas obrigatórias e o restante, de 1.200 horas, para os itinerários formativos: matemáticas; linguagens; ciências da natureza; ciências humanas; ou formação técnica e profissional.

Segundo um relatório produzido pelo Ministério da Educação em dezembro de 2022, nas escolas onde o modelo cívico-militares foi implantado, houve a redução de 82% da violência física, queda de 75% da violência verbal, diminuição de 82% da violência patrimonial.

E redução de 80% da evasão e abandono escolar e uma elevação de 85% no nível de satisfação global com o ambiente escolar.

“Além disso, tivemos a elevação do Ideb nessas escolas e a aprovação de alunos em universidades públicas pela primeira vez na história dessas unidades”, apontou Zucco.

“Apesar de o governo federal ter esvaziado as ECMs e optado por extinguir o programa, sabemos que muitos prefeitos e governadores querem expandir essa modalidade de educação”.

 

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