O ministro Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo, é a ponta de lança no Palácio do Planalto para que o PSDB continue no governo. Ele é aliado do senador Aécio Neves, que jantou no sábado à noite com o presidente Michel Temer que, a grosso modo, está comprando os tucanos para votar a favor do relatório que sugere arquivar a denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva.
Numa entrevista à Folha, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que Temer pode governar sem o PSDB. Não é verdade. Se fosse assim, não haveria tanta mobilização para que os tucanos permaneçam fieis ao presidente.
Aécio Neves tem pressa nessa articulação, o que contraria a ala mais jovem do partido. Dentro do ninho tucano, os velhos caciques tencionam pelo acordo. A situação política do partido é complicada.
Reportagem do Estadão informou que Aécio tem ligado para deputados do PSDB em busca de reverter votos daqueles que são favoráveis à aceitação da denúncia por corrupção passiva contra Temer apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
A votação da denúncia no plenário da Câmara está marcada para esta quarta-feira. E pelas previsões do líder do partido na Casa, Ricardo Tripoli (SP), a maioria dos 46 deputados tucanos deve votar pela aceitação da denúncia.























