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MEC pretende ampliar ensino profissionalizante no Ensino Médio

Ministério da Educação secretário executivo Gregório Durla Grisa Misto Brasil
Gregório Durla Grisa é secretário-executivo do Ministério da Educação/Arquivo/UFMG
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Foi o que disse o secretário-executivo do ministério, Gregório Durlo Grisa. Ele disse também o ensino a distância também pode ser ampliado

Por Misto Brasil – DF

O secretário-executivo do Ministério da Educação, Gregório Durlo, disse que o governo não vai se opor à proposta de ampliação do ensino profissionalizante. Em setembro do ano passado, o ministro Camilo Santana, também afirmou que o governo pretende expandir a oferta de ensino profissionalizante a partir de mudanças no Ensino Médio.

“Não temos empecilho para ampliar o ensino nesta área. O MEC está disposto a ajustar o texto da reforma do Ensino Médio”, disse Gregório durante uma manifestação da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, que lançou hoje (13) a Agenda Legislativa 2024, com foco na educação. Veja o vídeo logo abaixo com as metas da agenda.

Leia – Projeto da educação em tempo integral aprovado no Senado

O modelo de Ensino Médio que começou a vigorar no ano passado. havia sido aprovado em 2017. As mudanças no currículo foram alvo de diversas críticas, especialmente das entidades estudantis e de professores. O governo abriu, então, uma consulta em que foram ouvidos mais de 130 mil alunos, além de entidades de classe e governos estaduais, para reformular a política.

Gregório Durlo Grisa também afirmou que o governo não tem dificuldades em ampliar o ensino a distância. “Estamos dispostos a ajustar o EAD para situações excepcionais”.

O secretário-executivo garantiu que o Ministério da Educação pretende ampliar ainda neste ano o número de matrículas no Ensino Médio nos parâmetros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A ideia é perseguir ou ultrapassar a meta de 35%.

Na sua manifestação, o deputado Mendonça Filho (União-PE), que foi ministro da Educação no governo de Michel Temer, lamentou que o Ensino Médio tem o pior desempenho no ensino brasileiro. Segundo ele, 90% dos estudantes que concluem o curso não conseguem ter uma performance mínima em matemática e 60% em português.

“Estamos numa situação vexatória”, disse ele. O parlamentar também defendeu a ampliação do ensino profissionalizante que amplia a possibilidade de renda e emprego. Atualmente, quase 13% das matrículas no Ensino Médio estão na área profissionalizante.

Ele é o relator do projeto de Lei 5230/23, de autoria do governo federal, que modifica a legislação do Novo Ensino Médio, em vigor desde fevereiro de 2017.

O currículo que entrou em vigor no ano passado reduz a obrigatoriedade de algumas disciplinas e cria itinerários que permitem que os alunos se aprofundem nos temas de interesse. Entre as opções, está a ênfase em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou no ensino técnico. A oferta de itinerários, entretanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.

As alterações devem entrar em vigor em 2025. De acordo com o ministro, esse prazo atende a pedido dos governos estaduais. “O que os estados, que é quem executa a política na ponta, colocaram é que é preciso um momento de transição, até para preparar a rede”, destacou.

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