Ele resolveu se antecipar à prisão que seria realizada na manhã desta sexta-feira. Ele foi condenado na Itália por estupro coletivo
Por Misto Brasil – DF
O ex-jogador de futebol Robson de Souza, o Robinho, se entregou no início da noite para a Polícia Federal. Ele foi levado por um carro descaracteziado do seu apartamento no bairro Aparecida, em Santos, litoral de São Paulo, para a superintendência do órgão.
Ele resolveu se antecipar à prisão que seria realizada na manhã desta sexta-feira, já que à noite mandados judiciais não podem ser cumpridos.
Ele foi levado à sede da Polícia Federal para realizar exame de corpo de delito. Depois, passará por audiência de custódia antes de ser encaminhado para uma penitenciária, cuja localização ainda não foi definida.
A prisão ocorreu após a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir pelo cumprimento da pena de nove anos, em regime fechado, referente à condenação por estupro coletivo ocorrida na Itália em 2013.
A decisão baseia-se na condenação proferida pela justiça italiana, em que Robinho foi considerado culpado por estupro coletivo contra uma mulher albanesa.
Após a confirmação da condenação em última instância na Itália, a justiça brasileira determinou que o ex-jogador cumpra a pena em território nacional.
Os advogados de Robinho anunciaram a intenção de apresentar um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a ordem de prisão imediata. Contudo, o pedido de liminar foi negado pelo ministro Luiz Fux, do STF.
O crime de estupro coletivo ocorreu em 2013, enquanto Robinho atuava como jogador no Milan, clube italiano.
A vítima foi agredida sexualmente por Robinho e outros cinco homens em uma boate em Milão. Os condenados alegaram que a relação foi consensual, mas a justiça italiana considerou o ato como estupro.
A prisão de Robinho foi determinada pela Justiça Federal de Santos após a homologação dos documentos da sentença italiana.
Robinho, por ser brasileiro nato, não pode ser extraditado e, portanto, deverá cumprir a pena no Brasil, conforme determina a legislação do país, confirmou a Agência Sputnik.




















