Bolsa brasileira fechou o primeiro trimestre com tendência negativa

Estátua Wall Street Nova Iorque Misto Brasília
Símbolo do mercado financeiro de Nova Iorque/Arquivo/Arquivo/Divulgação
Compartilhe:

O Ibovespa, de janeiro a março, caiu 4,53%, indo aos 128.106 pontos, com fatores macro e microeconômicos

Por Misto Brasil – DF

A bolsa brasileira fechou o primeiro trimestre com tendência negativa, revertendo o que foi visto no final do ano passado, quando um rali tomou conta dos ativos de risco locais.

O Ibovespa, de janeiro a março, caiu 4,53%, indo aos 128.106 pontos, com fatores macro e microeconômicos, internos e externos, pesando sobre o seu desempenho.

No macro, lá fora, janeiro e fevereiro trouxeram surpresas consideradas negativas.

Alguns dados dos Estados Unidos, a maior economia do mundo, vieram mais fortes do que o esperado e acabaram por minar a crença de que o Federal Reserve conseguiria cortar os juros já em março – que era a visão predominante até dezembro do ano passado.

A economia mais aquecida do que o esperado por lá aumenta o temor de uma inflação alta por mais tempo e de juros também mais altos.

A gente teve lá fora a surpresa negativa da inflação de janeiro e fevereiro nos Estados Unidos. A gente teve dados de economia ainda resilientes. Isso provocou uma alta da volatilidade, uma alta dostreasuries”, explica Fernando Bresciani, Analista de investimentos do AndBank.

Ostreasuries yields para dez anos começaram 2024 sendo negociados a uma taxa de cerca de 3,85% e fecharam março a mais de 4,20%. Com os títulos do tesouro americano pagando mais, investidores tiram dinheiro de ativos de risco, principalmente de países emergentes, para aportar nesses papéis, que são considerados dos mais “seguros do mundo”.

Fora isso, especialistas apontam outro fator vindo dos Estados Unidos para justificar o recuo do Ibovespa. Apesar de os treasuries terem avançado, as Bolsa americanas fecharam próximas das suas máximas históricas, puxadas, principalmente, pelo “hype da inteligência artificial”, anotou o Infomoney.

No macro local, apesar de o Banco Central brasileiro seguir com o seu ciclo de queda dos juros, a última sinalização foi de maior cautela, mudando a sinalização quanto à continuidade dos cortes de juros, de olho nos juros dos EUA e em questões internas, como a fiscal.

“A instituição trouxe para o singular as falas em relação ao corte de juros. Sem falar da ingerência política, com o primeiro trimestre sendo um período onde discurso político foi muito semelhante ao discurso político do primeiro trimestre do ano passado, surpreendendo negativamente”, expõe Cozzolino, da Levante.

Informativo Misto Brasil

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo gratuito no seu e-mail, todas as semanas

Assuntos Relacionados

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades




Informativo Misto Brasil

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo gratuito no seu e-mail, todas as semanas