O dólar comercial voltou a subir frente ao real, com mais 0,26%, a R$ 5,44, após a queda de sexta-feira
Por Misto Brasil – DF
Com o fechamento de hoje no azul, após avanço de 0,33%, aos 129.320,96 pontos, o Ibovespa chega à 11ª vitória consecutiva. É algo que não se via desde a sequência que se iniciou em 20 de dezembro de 2017 para só terminar em 9 de janeiro de 2018, igualmente 11 pregões positivos seguidos.
Naquela ocasião, iniciou a caminhada com 72.679,76 pontos, na abertura daquela longínqua quarta-feira, no 20 de dezembro de 2017, para fechar com 79.378,53 pontos, 11 pregões depois. Foi uma alta de quase 7 mil pontos, ou 9,22%.
A atual sequência começou com 123.904,75 pontos, na abertura de 1º de julho até os 129.320,96 pontos do fechamento de hoje, um ganhos de 5,4 mil pontos ou 4,37%. Quer mais números? Entre as duas sequências, ou seis anos e meio, o Ibovespa faturou 56,6 mil pontos ou valorização de 78%.
O dólar comercial voltou a subir frente ao real, com mais 0,26%, a R$ 5,44, após a queda de sexta-feira (12). E os DIs (juros futuros) se mantiveram firmes na alta por quase toda a curva (com exceção do vencimento mais curto).
Os motivos para tal desempenho do Ibovespa são variados. Vão desde o tiroteio que o presidente Lula deixou de promover contra o Banco Central do Brasil, até a artilharia pesada que os congressistas brasileiros aprovaram na regulamentação da reforma tributária.
E também no andamento dos acordos sobre as dívidas com os estados, incluindo os melhores dados de inflação nos EUA e, claro, aquele que é até aqui o acontecimento do ano: o tiro que só acertou a orelha do presidenciável Donald Trump, no sábado (13), e que pode ser o fiel da balança para levar novamente o ex-presidente à Casa Branca.
Hoje, o que agitou os mercados foi basicamente a repercussão desse acontecimento que já é dado como histórico. De tabela, as ações da Trump Media dispararam.
“O mercado acredita que a chance do Trump ganhar a eleição aumentou já que o candidato ficou em foco. Mesmo que a eleição de Trump eleve os riscos fiscais nos EUA, o mercado não vê com bons olhos a reeleição de Biden”, resumiu Hemelin Mendonça, especialista em mercado de capitais e sócia da AVG Capital.
“Após o ataque, o dólar subiu porque se Trump ganhar, o ativo pode ter um bom desempenho, assim como as criptomoedas, pois o candidato tem uma política comercial agressiva e regulamentação mais flexível”. Para se ter uma ideia, os futuros de Bitcoin subiram mais de 10% em São Paulo, revelou o InfoMoney.























