Chegou nesta noite na Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, a denúncia de crime que teria sido praticado pelo presidente Michel Temer. O material elaborado pelo Ministério Público Federal foi recebido pelo Supremo Tribunal Federal, que nesta tarde concluiu que a denúncia deveria ser encaminhada ao Legislativo. Negou a questão de ordem apresentada pela defesa do presidente por dez votos a um.
Os membros da Corte votavam desde a quarta-feira o pedido feito pela defesa de Temer para que o processo fosse suspenso até que se concluísse um procedimento investigatório sobre a legalidade da delação de executivos da empresa JBS.
A denúncia terá que ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, que indicará um deputado relator para apresentar seu parecer nas próximas dez sessões. Esse prazo pode ser reduzido dependendo do humor da oposição e da própria base que, segundo o governo, tem pressa em arquivar esta segunda representação.
Informações e documentos entregues pelos delatores foram usados como base para a acusação contra Temer. O acordo de colaboração premiada firmado pelos executivos com o Ministério Público Federal corre o risco de ser anulado por possível omissão de informações por parte dos empresários.
Os ministros do Supremo entenderam que só cabe discutir a legalidade das delações após a autorização da Câmara para realizar o julgamento do peemedebista. Segundo a Constituição, os deputados precisam autorizar a abertura de um processo contra o presidente da República em ação penal.























