O dono da JBS, Joesley Batista, gravou em áudio diálogo com interlocutor denominado “Gabriel”, no qual afirma ter sugerido a amigo sobre o que levar em consideração na hora de decidir por um acordo de delação premiada. Se for “batom na cueca”, era melhor delatar, teria dito o empresário, segundo grampo divulgado pela Veja.
“Ô, meu, é a coisa mais simples do mundo, porque se você tem problema e o problema é, como se diz, batom na cueca, ô, meu, corre lá e faz a porra dessa delação”, disse Joesley ao seu interlocutor, que de acordo com a publicação seria o deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG).
A gravação não foi entregue por Joesley, entre outras, ao Ministério Público Federal. As mesmas que fizeram com que o então procurador-geral da República Rodrigo Janot pedisse fim do acordo de delação e a prisão de Joesley e do executivo Ricardo Saud.
Ainda no diálogo, Joesley detalha como atuou para aliciar o procurador Ângelo Goulart Villela e sua interlocução com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a quem detalhava suas negociações com o Ministério Público Federal (MPF) sobre o acordo de leniência da J&F.
Os irmãos Batista, Joesley e Wesley estão em prisão preventiva decretada no processo em que os executivos são acusados de lucrar indevidamente no mercado de ações. Além disso, de usar informações privilegiadas antes de vir à tona o acordo de colaboração premiada que firmaram com o Ministério Público Federal.


























