Queimadas impactaram preços do açúcar, cerveja, feijão e leite

Supermercado arroz
O setor de alimentos continua pressionando a alta da inflação/Arquivo
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Os estoques mostram uma preocupação com possível falta nas prateleiras do açúcar de setembro para outubro, segundo a pesquisa do Índice da Ruptura da Neogrid

Por Misto Brasil – DF

As queimadas de setembro impactaram nos preços de produtos como o açúcar, cerveja, feijão e o leite, de acordo com o Índice de Ruptura da Neogrid divulgado nesta quarta-feira (27).

Apesar da manutenção da disponibilidade, produtos como açúcar e cerveja sofreram aumento de preço no período. O açúcar tipo cristal, por exemplo, passou de R$ 4,65 para R$ 4,75 em outubro, atingindo o maior valor desde o início do ano.

Os estoques mostram uma preocupação com possível falta nas prateleiras do açúcar de setembro para outubro. O aumento de estoque foi mais de 60%.

A cerveja registrou incremento na indisponibilidade para os consumidores brasileiros, passando de 10,2% em setembro para 10,7% em outubro.

Em relação ao preço, o produto teve pequena elevação em todas as categorias monitoradas, com destaque para a cerveja escura, com elevação de 1,4% (de R$ 16,99 em setembro para R$ 17,23 em outubro).

No acumulado de janeiro a outubro deste ano, o preço da cerveja do tipo claro, a mais consumida no país, teve o maior crescimento entre os diferentes tipos, com 13,8%.

O leite protagonizou a maior variação de ruptura em outubro, registrando elevação de 1,7% e alcançando 10,1% – contra 8,4% em setembro.

Em contrapartida, os preços do produto apresentaram uma leve diminuição nos tipos integral e desnatado. O valor do leite integral caiu de R$ 6,25 em setembro para R$ 6,01 em outubro, ao passo que o do leite desnatado reduziu de R$ 6,14 para R$ 5,99 no mesmo período.

No acumulado de 2024 até outubro, o preço do leite integral subiu 19,2%, enquanto o do desnatado registrou aumento de 17,6%.

O feijão aumentou 1,1% no índice de ruptura em outubro ante o mês anterior. Em relação aos preços, o feijão-preto teve alta de 2%. Já o feijão-carioca sofreu redução de 2% no mesmo período.

“A tendência é que os varejistas continuem confiantes nas perspectivas de boas vendas no fim de ano, especialmente por conta de eventos como a Black Friday e o Natal, que tradicionalmente impulsionam o consumo”, comentou o diretor de Customer Success da Neogrid, Robson Munhoz.

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