Três frases do reacionário Ives Gandra, do TST

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O magistrado parece que saiu dos calabouços da Idade Média. Na recente entrevista ao jornal Folha de São Paulo, mostrou como é retrógado o pensamento do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Filho. Na sua avaliação, a pessoa vale por aquilo que ganha de salário ou sua renda.

Seus comentários foram por conta das alterações da lei trabalhista, que entram em vigor no sábado (11).

“Nunca vou conseguir combater desemprego só aumentando direito. Vou ter que admitir que, para garantia de emprego, tenho que reduzir um pouquinho, flexibilizar um pouquinho os direitos sociais“.

“Não é possível dar a uma pessoa que recebia um mínimo o mesmo tratamento […] que dou para quem recebe salário de R$ 50 mil. É como se o fulano tivesse ganhado na loteria”.

Como observou Bernardo Mello Franco, da própria Folha, no sistema brasileiro, Gandra pertence a uma casta superior: a elite do funcionalismo. Além do salário de R$ 30 mil, ele recebe R$ 6,5 mil em auxílios e gratificações. Em dezembro passado, seu contracheque chegou a R$ 85,7 mil, incluindo 13º, férias e um extra de R$ 3.300 por “instrutoria interna”. Definitivamente, o ministro não precisa se preocupar com as consequências da reforma que apoia. 

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