Na manhã desta quinta-feira o governo, as lideranças dos partidos da base governista e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (Dem-RJ), fecham o acordo para o texto final da reforma da Previdência Social, que deve ser votada na próxima semana pelos deputados.
Já há um consenso em torno da idade mínima de aposentadoria de 65 anos e um entendimento para nivelar a idade mínima e o máximo do valor da posentadoria também para todos os servidores federais e estaduais. A articulação em torno da PEC ganhou força nesta semana, após o próprio Temer ter jogado a toalha.
“Vamos atacar o privilégio, não atem sentido aprovar a reforma sem atacar os privilégios”, disse o relator do texto, deputado Arthur Maia (SD-BA). Ele voltou a dar entrevista após cinco meses, quando o tema era muito forte na mídia, mas acabou em segundo plano por conta das denúncias contra o presidente Michel Temer e ministros próximos.
Na entrevista Maia sugeriu que será um “mantra” enfrentar os “privilégios” de servidores que se “aposentam com R$ 40 mil”, como um juiz, lembrou. O relator acredita que até 15 de dezembro a Proposta de Emenda Constitucional posse ser votada no Senado. “Se não podemos economizar R$ 800 milhões, então vamos ficar com R$ 400 milhões”, contabilizou Maia referindo-se somente a temas centrais que passam a ser prioridade do governo.























