A (des) construção da ordem mundial

Donald Trump presidente eleito Estados Unidos Misto Brasil
Donald Trump tomou posse como presidente dos EUA no dia 20 de janeiro/Arquivo/Divulgaçào/DT
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É possível crer, neste momento, que nem mesmo o próprio Trump tem certeza do que realmente pretende. Esta é a realidade que se impõe

Por Marcelo Rech – DF

O retorno de Donald Trump ao poder nos EUA, metendo o pé na ordem mundial em vigor, tirou os preguiçosos da zona de conforto. Podemos analisar suas ações sob diferentes pontos de vista, inclusive moral, mas não podemos negar que o presidente dos EUA chutou o tabuleiro do xadrez internacional e bagunçou de vez um mundo já conflituoso.

É possível crer, neste momento, que nem mesmo o próprio Trump tem certeza do que realmente pretende. Em relação às medidas já anunciadas e adotadas, o que temos são o repúdio de alguns, o aplauso de outros, e o acatamento por todos. Esta é a realidade que se impõe. É a política real.

O que Trump implementa, também precisa ser refletido sob a ótica do cidadão americano que lhe deu uma vitória acachapante nas urnas e com maioria nas duas Casas do Congresso. O pagador de impostos não é um fascista que ignora as dores dos demais, mas alguém que deseja legitimamente, ter acesso à empregos de qualidade, segurança e saúde pública eficiente, por exemplo.

Recentemente, tivemos a oportunidade de ver quanto dinheiro desse cidadão comum, irrigava a Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), braço civil da CIA, para programas de ingerência em políticas públicas de mais de 100 países. Eram os EUA moldando os rumos de nações soberanas de acordo com uma ideologia predefinida.

Temos visto como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o organismo hemisférico mais antigo, atuava em prol de políticas desenhadas por uma burocracia sem voto, sem legitimidade. Isso irá mudar drasticamente, pois os EUA deixarão de bancá-la (60% do orçamento da OEA é dinheiro público do contribuinte americano).

A OTAN é outra anomalia que terá de ser repensada. Nasceu na Guerra Fria e foi ficando, até se tornar pesada demais. Washington deixou claro que a farra acabou. Que os europeus levem à sério as ameaças com as quais têm que lidar.

Da mesma forma, Bruxelas terá de baixar a bola. Faz tempo que os Chefes de Estado europeus são obrigados a curvarem-se às sandices da burocracia woke.

As pessoas votam naqueles que, acreditam, irão melhorar as suas vidas por meio de políticas públicas eficientes. Acreditam que os eleitos saberão gerir o dinheiro público e direcioná-lo para programas que beneficiem o conjunto de suas sociedades, não agendas ideológicas impostas pelos donos do poder.

Em tese, Donald Trump está respondendo à essas pessoas. Quando será que os demais decidirão fazer o mesmo?

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