A renúncia de Saad Hariri como primeiro-ministro do Líbano chacoalhou a política do país e incitou uma guerra retórica entre a Arábia Saudita e o Irã, tradicionais rivais no Oriente Médio.
Em Riad, figuras importantes do governo acusaram o Hisbolá, grupo xiita apoiado pelo Irã, de desestabilizar o Líbano. O ministro dos Negócios do Golfo, Thamer al-Sabhan, disse que o Hisbolá se envolveu em atos de “agressão” que equivalem a uma “declaração de guerra contra a Arábia Saudita”.
O Hisbolá também acusou os rivais do grupo em Riad de se intrometerem nos assuntos internos do Líbano, alegando que “a renúncia foi uma decisão saudita, imposta ao primeiro-ministro Hariri”.
A contenda entre a Arábia Saudita, governada por sunitas, e o Hisbolá pode marcar a propagação de uma disputa entre o governo saudita e o Irã, país dominado por xiitas. O embate já se alastra por outros países do Oriente Médio – incluindo o Iêmen e a Síria.

















