No Brasil, nesses dias do século XXI, o crucificado da vez é o Judiciário, mas o poder tem que mudar a tática de aparecer
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Sexta-feira Santa é o dia da morte de Jesus Cristo na cruz erguida no Gólgota. Desde então se tem a imagem do crucificado. Em dias tão punitivistas, Cristo disse ao bom ladrão que ele também iria ao reino dos céus.
No Brasil, nesses dias do século XXI, o crucificado da vez é o Judiciário. Revistas internacionais como The New Yorker e The Economist, lidas pela elite internacional, trataram do ministro Alexandre de Moraes.
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As críticas do bolsonarismo a Moraes, que teve um papel crucial na defesa das instituições e da democracia durante anos – no seu conjunto -, são fruto da derrota de seu líder e não do movimento em si, que continua vivo.
Quando se fala de democracia e instituições, o bolsonarismo até calado está errado. As revistas não falam que o STF comete ilegalidades. As publicações falam de um protagonismo desnecessário.
Há dois anos falei por aqui que o Judiciário cumpriu sua missão contra os antidemocráticos, face à omissão do Ministério Público e do Congresso, mas que tinha chegado a hora dele se comportar como um bom juiz de futebol.
Deixar de ser notado em campo.
Judiciário não precisa ser popular, mas para ele ser visto como um crucificado, vai ter que mudar.



















