Serão renovadas as 277 cadeiras da Assembleia Nacional, governadores, prefeitos e os conselhos legislativos
Por Misto Brasil – DF
As eleições legislativas e regionais da Venezuela também são marcadas pela ausência de missões de observação independentes.
Após a fraude perpetrada pelo chavismo nas eleições presidenciais de 28 de julho, que, segundo todas as delegações internacionais regidas por padrões democráticos, não foram eleições livres, o governo de Nicolás Maduro anunciou neste domingo a participação de 400 observadores.
As eleições dividiram mais uma vez a oposição a Nicolás Maduro, conforme noticiou o El País, da Espanha.
Leia: Venezuela quer eleger governador e deputados para Essequibo
O grupo majoritário, liderado por María Corina Machado, pediu um boicote à votação, cuja participação deve ser baixa. No entanto, há um movimento formado por lideranças como o ex-candidato à presidência Henrique Capriles, que está participando.
Nas eleições de 25 de maio, inicialmente marcadas para 27 de abril e adiadas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) por falta de candidatos, serão renovadas as 277 cadeiras da Assembleia Nacional — única câmara legislativa do país, para a qual concorrem oito novos deputados de Essequibo, território disputado com a Guiana, cuja eleição é estritamente simbólica —, além de 24 governadores, 335 prefeitos e os conselhos legislativos locais. No total, são 569 cargos eletivos.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu no domingo que “ninguém interfira” na disputa territorial sobre o Essequibo, um território de quase 160 mil quilômetros quadrados pertencente à Guiana.
“O povo de Essequibo está elegendo seus deputados nacionais, pela primeira vez na história de 200 anos de luta”.
O candidato chavista ao governo de Essequibo, Neil Villamizar, afirmou neste domingo que não há “nenhum tipo de tensão” na região.
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, país ao qual o território pertence, garantiu no sábado que a Força de Defesa está preparada para “defender cada centímetro” de seu país, referindo-se ao território disputado pelas duas nações.
Os Estados Unidos alertaram que rejeitam “todas as tentativas de Nicolás Maduro e seu regime ilegítimo de minar a integridade territorial da Guiana, incluindo esta última farsa eleitoral na região de Essequibo”. O sucessor de Hugo Chávez pretende eleger um governador no território soberano da Guiana.
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