Commodities agrícolas podem atingir recordes históricos

Café grãos xícara Misto Brasil
Há diferentes tipos de café para diferentes consumidores/Arquivo/Divulgação
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Associação Brasileira da Indústria de Alimentos informou através de um levantamento que o óleo de soja atingiu recordes históricos de preço

Por Misto Brasil – DF

Levantamento sobre commodities agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) concluiu que a safra de café conilon deve atingir 18,7 milhões de sacas de 60 quilos, uma alta de 27,9% em relação ao ciclo anterior.

O resultado é fruto da combinação entre expansão de área plantada, investimentos em tecnologia e condições climáticas favoráveis, conforme os dados compilados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Veja o documento da análise das commodities agrícolas.

A safra 2024/2025 de soja está sendo estimada pela Conab em 168,3 milhões de toneladas, mantendo a soja como a principal cultura do país, com crescimento de 14% frente ao ciclo anterior.

No mercado de derivados, o óleo de soja atingiu recordes históricos de preço, sustentado pela alta demanda mundial por óleos vegetais e pela oferta global limitada.

No Brasil, houve queda de 1,9% em abril, reflexo da valorização do real, mas os preços ainda estão acima dos patamares de 2024.

Outras comodities em foco 

Açúcar: Em abril, o açúcar teve alta de 1,9% no Brasil, mas queda acumulada de 3,3% em 12 meses. Na União Europeia, os preços subiram 4,8% no mês. A produção de cana-de-açúcar deve alcançar 45,9 milhões de toneladas, reforçando o abastecimento no Nordeste.

Arroz: Os preços caíram 7,1% no Brasil e 25,1% no acumulado anual. A produção nacional deve crescer 14,8%, alcançando 12,14 milhões de toneladas, em linha com o aumento global da oferta. A tendência, segundo a análise da ABIA, é de recuo nos preços ao consumidor ao longo do ano, motivado pela previsão de safra recorde do grão.

Cacau: O cacau subiu 11,1% no Brasil em abril e 5,5% no ano. Globalmente, após três anos de déficit, a ICCO projeta superávit, o que tende a reduzir a volatilidade dos preços.

Leite: O leite registrou alta de 5,4% em abril e 19,9% em 12 meses. A produção nacional deve crescer até 2,5% em 2025. No entanto, a combinação de estoques elevados de derivados e uma demanda doméstica enfraquecida tendem a pressionar os preços ao produtor nos próximos meses.

Milho: Queda de 6,1% em abril no Brasil, mas alta de 40,3% no acumulado anual. A produção prevista é de 126,9 milhões de toneladas. A safrinha garante o abastecimento interno, sobretudo para proteínas animais.

Trigo: No Paraná, o trigo subiu 2,9% em abril e 23,5% no acumulado de 12 meses. Apesar do crescimento de 4,6% na produção nacional, o Brasil continua dependente das importações, o que mantém os preços internos pressionados.

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