EUA e a China chegaram a um acordo sobre as tarifas

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Vista de um dos portos dos Estados Unidos onde aconteceu a greve dos estivadores/Arquivo
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Foi o que disse o presidente Donald Trump nesta quarta-feira, mas ainda depende da palavra final do presidente chinês Xi Jinping

Por Misto Brasil – DF

O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (11) que os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo para reverter algumas das sanções adotadas um contra o outro durante a guerra tarifária dos últimos meses.

O compromisso, ainda pendente de aprovação da China, implicará em 55% de tarifas comerciais sobre Pequim, que, por sua vez, manterá em 10% as taxas sobre produtos americanos.

Trump acrescentou que, conforme acordado entre altos funcionários chineses e americanos durante uma maratona de negociações em Londres nesta semana, será retomada a concessão de vistos a estudantes chineses matriculados em universidades americanas.

O pacto prevê que a China afrouxe suas restrições ao envio de minerais estratégicos e ímas necessários para a indústria automobilística, sobretudo para a fabricação de veículos elétricos. Em troca, as autoridades americanas devem revogar as restrições às exportações de produtos e tecnologia americanos, incluindo etanol e peças de avião.

Outro tema relevante é o destravamento do comércio de semicondutores avançados, fundamentais para a construção de data centers do setor de inteligência artificial.

Em trégua esboçada em maio, em Genebra, as duas potências concordaram em reduzir as taxas comerciais do patamar de três dígitos para uma tarifa de 30%. A tarifa total de 55% anunciada nesta quarta pelo governo americano considera já uma tarifa de 25% que ele impôs a alguns produtos chineses durante seu primeiro mandato.

“Nosso acordo com a China está concluído, sujeito à aprovação final do presidente Xi [Jinping] e minha. Os ímãs completos, e quaisquer minerais de terras raras necessários, serão fornecidos pela China”, anunciou Trump em publicação em sua rede social.

Em outro post, o presidente americano assegurou que trabalhará “em estreita colaboração” com Xi Jinping “para abrir a China ao comércio com os EUA”.

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