Executivo disse que projeto da termolétrica é viável

CPI do Rio Melchior Felipe Mourão Lavorato da Rocha Misto Brasil
Felipe Mourão Lavorato da Rocha durante depoimento na CPI do Rio Melchior/Divulgação/CLDF
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Felipe Mourão, da Ambientare que fez o projeto ambiental, disse na CPI do Rio Melchior que os impactos ambientais serão mínimos

Por Misto Brasil – DF

O presidente da empresa Ambientare, Felipe Mourão Lavorato da Rocha, defendeu o projeto de instalação da Usina Termolétrtica Brasília (UTE).

Foi durante uma audiência da CPI do Rio Melchior, quer investiga as causas e os causadores da poluição no rio que passa por Samambaia. A empresa Termo Norte é responsável pela implantação da UTE.

O executivo disse que o estudo sobre o impacto ambiental do projeto – feito pela sua empresa -, identificou que haverá a emissão de dois gases principais (NOX e CO²), sem riscos de produção e enxofre, descartando, portanto, riscos de chuva ácida.

O executivo afirmou que no estudo se estimou que todos os gases tóxicos seriam queimados no processo industrial. Segundo ele, o dióxido de carbono a ser emitido “está dentro dos padrões para garantir a saúde da população”.

“Qualquer projeto que vai desenvolver em alguma região, possui impactos positivos e negativos, não é porque é termoelétrica que tem impacto ambiental. Uma usina fotovoltaica, uma usina eólica, para produção a partir dos ventos, também têm impacto”.

“O gás natural dentro das fontes de combustíveis fósseis, é a fonte mais limpa do planeta. É pauta da COP 30, é pauta do governo federal, ele é considerado combustível da transição energética”.

A técnica da Ambientare, Marília Rocha, negou a necessidade e uso dos poços artesianos para ajudar a alimentar a usina com água.

Ela garantiu que a vazão do Rio Melchior é suficiente para o funcionamento da termoelétrica. Segundo ela, a inclusão da necessidade de se perfurar quatro poços no estudo de viabilidade técnica, deu-se, apenas, por “conservadorismo”.

Os deputados distritais Paula Belmonte (Cidadania) e Gabriel Magno (PT) discordaram dos representantes da empresa. Criticaram pro exemplo o projeto da termoelétrica.  “Há outras energias mais limpas, a termoelétrica não entrando neste escopo”.

Magno disse que “não é verdade que uma termoelétrica é uma energia limpa, que o gás é uma energia limpa”.

“A previsão é que a usina emita 4,7 bilhões de CO² por ano. Vocês vão dizer que isso é menos prejudicial? A usina, sozinha, vai emitir mais CO² que toda a frota de ônibus de todos os veículos poluentes do DF hoje”.

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