O grupo embarca neste domingo, incluindo o ativista Thiago Ávila, que foi detido e deportado por Israel em julho
Por Misto Brasil – DF
Uma flotilha humanitária com ativistas de mais de 40 países, incluindo um grupo de brasileiros e a sueca Greta Thunberg, partirá de Barcelona rumo à Faixa de Gaza neste domingo (31) para tentar romper o que os organizadores chamam de “cerco ilegal” imposto por Israel ao enclave palestino.
A missão Flotilha Global Sumud visa abrir um corredor humanitário até Gaza, onde cerca de 2,2 milhões de palestinos estão ameaçados pela fome após quase dois anos da guerra entre Israel e o grupo islamista Hamas.
Não foi informada a quantidade de embarcações que deverá tomar parte na iniciativa, mas, segundo os organizadores, dezenas de navios deverão se juntar à flotilha em 4 de setembro a partir de portos da Tunísia e de outros pontos do Mediterrâneo.
Ativistas realizarão manifestações simultâneas e protestos em 44 países “em solidariedade ao povo palestino”, escreveu Thunberg, que integra do comitê diretor da flotilha, no Instagram.
A iniciativa reúne ativistas de vários países, parlamentares europeus e artistas como Susan Sarandon e Liam Cunningham, além de personalidades como a ex-prefeita de Barcelona, Ada Colau.
O grupo de 13 brasileiros embarca neste domingo, incluindo o ativista Thiago Ávila, que foi detido e deportado por Israel em julho por tentar furar o bloqueio à Gaza em um barco com mais 11 pessoas, juntamente com Thunberg.
Ávila é cofundador do movimento ecológico Bem Viver no Brasil e integra a iniciativa internacional que organiza expedições marítimas de caráter humanitário. Na missão anterior, os ativistas tentaram levar uma quantidade simbólica de mantimentos à Faixa de Gaza, mas foram detidos pelas autoridades israelenses.
Também estarão no grupo a vereadora de Campinas Mariana Conti (Psol), a presidente do Psol no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti; o médico Mohamad El Kadri, coordenador do Fórum Latino Palestino, e outros militantes pró-Palestina como Magno de Carvalho Costa, dirigente Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).
“Esta será a maior missão de solidariedade da história, com mais pessoas e mais barcos do que todas as tentativas anteriores juntas”, afirmou Ávila a jornalistas em Barcelona na semana passada.



















