A proposta foi feira pelo primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama e poderá ser realizado em uma década, segundo a própria autoridade
Por Misto Brasil – DF
O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, conquistou seu quarto mandato em maio, prometendo aos cidadãos albaneses que lideraria o país rumo a adesão à União Europeia (UE) até 2030.
Em meados de julho, ele anunciou outro plano fundamental para o mesmo período.
“Temos a ambição de que, até o final desta década, a Albânia se torne uma sociedade sem dinheiro em espécie, o que significa que todas as interações e transações financeiras serão totalmente digitais”, disse Rama a representantes de startups e do setor de tecnologia e inovação em um encontro intitulado Albânia 2030 — uma visão para a integração europeia.
“O que é necessário é mais qualificação”, prosseguiu, enfatizando que as ferramentas necessárias para uma Albânia sem dinheiro vivo já existem.
“Acredito que, se conseguirmos traçar corretamente o roteiro para o futuro, esse objetivo será totalmente alcançável e libertará o país de um pesado fardo de práticas ultrapassadas e ineficiências que sobrecarregam a vida cotidiana”, disse Rama.
Tudo parece muito simples e direto. Mas será mesmo?
Mimoza A., de 62 anos, de Tirana, conta que, em seu cotidiano, a única vez que usa um cartão bancário é quando saca seu salário no caixa eletrônico perto de seu apartamento.
“Não é comum que pessoas da minha geração usem cartão para pagar compras no supermercado ou no cabeleireiro. Eu prefiro dinheiro vivo e sempre preferirei”, disse ela à DW. Mimoza não está sozinha; a maioria das pessoas no país pensa assim.
Quando a Albânia se livrou das amarras da ditadura comunista, há 35 anos, não possuía um sistema bancário e financeiro moderno. As coisas progrediram lentamente após a transição para a democracia, com os caixas eletrônicos sendo introduzidos apenas em 2004, registrou a Agência DW.

















