Assumiu Edson Fachin, o ministo que deu uma liminar na chamada DPF das favelas, que ajudou a engrossar o pescoço das milícias no Rio de Janeiro
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Se você pensou que o mundo do poder se engravatou mil convidados para o ritual da solenidade de posse do gaúcho-paranaense Edson Fachin para conferir uma mera mudança de guarda na Suprema Corte do Brasil, se enganou.
Em seu longo discurso de 19 páginas, Fachin falou de obviedades esperadas, como sintonia entre poderes, comedimento e direitos humanos à sua cara, mas ele falou do grande e verdadeiro problema nacional, o enfrentamento do crime organizado.
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Tolo é aquele que pensa que nosso maior problema é o encontro de bolsonaristas e petistas.
Para quem deu uma liminar na chamada DPF das favelas, que ajudou a engrossar o pescoço das milícias no Rio de Janeiro por cinco anos, defender agora a criação de juízes especiais para enfrentar a corrupção e o crime organizado é como defender xerifões pelo Brasil.
Um ato de purgação e coragem.
Uma grandeza de quem aprendeu que o ato de julgar também pode ser redentor. Eu temia que o juiz que mais perdeu que ganhou no STF viesse vingativo, mas ele mostra ousadia frente ao maior problema nacional.
Vamos torcer que a invenção funcione, e funcione bem.



















