Esse resultado contrasta com a queda geral na arrecadação de outros tributos, reflexo da desaceleração econômica provocada pela taxa básica de juros
Por Misto Brasil – DF
A arrecadação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) atingiu em agosto o maior valor da história para um único mês, totalizando R$ 8,45 bilhões.
Esse resultado contrasta com a queda geral na arrecadação de outros tributos, reflexo da desaceleração econômica provocada pela taxa básica de juros no maior patamar em quase duas décadas.
O crescimento do IOF foi de 42,5% em relação a agosto de 2024, e de 35,6% quando corrigido pela inflação.
O IOF incide sobre operações financeiras como empréstimos, compra de moeda estrangeira e investimentos em seguros, com alíquotas que variam conforme o tipo de transação.
O aumento expressivo na arrecadação ocorreu após uma disputa judicial que terminou com a elevação das alíquotas em diversas operações, como compras internacionais com cartão, remessas ao exterior, empréstimos a empresas, seguros VGBL e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs).
A decisão de elevar o IOF foi anunciada pela equipe econômica no fim de maio como parte da estratégia para cumprir metas fiscais, como o déficit zero em 2025 e superávit em 2026.
Segundo o g1, a Receita Federal, no entanto, afirmou não ser possível separar o impacto da alta de tributos do efeito do comportamento da economia sobre o aumento da arrecadação.
O dado chama atenção por ocorrer em um contexto de retração de crédito, com queda de 0,2% nas concessões de empréstimos em agosto.


