Depois de idas e vindas, e após cinco meses, o texto da isenção do IR passou por unanimidade no plenário da Câmara
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Quando foi apresentado, em 18 de março de 2025, o PL-1087 da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil tinha nascido, nove meses antes, o personagem “taxade”, como a oposição chamava o ministro Fernando Haddad, destruvuindo memes que foram divulgados até na Times Square, nos Estados Unidos.
A reprovação de Lula da Silva naquela época era de 56%, praticamente seis entre cada dez brasileiros (só viu pela frente um satanás.
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Ouçca o comentário do articulista logo abaixo.
Antes de ser aprovado na noite desta quarta-feira, primeiro na Câmara, o PL, relatado pelo papa do Centrão, Arthur Lira, se esperava que, além das 100 emendas apresentadas, que teríamos uns 100 destaques que levariam a votação para a madrugada desta quinta-feira.
A votação foi rápida, como se rouba sonhos.
O festival de selfies do plenário Ulysses Guimarães, os apaixonados por Paulo Guedes, que afirmavam que Bolsonaro tinha reduzido impostos, tiveram que trincar os dentes.
Unânime votarem a favor do projeto que era assinado pelo monstro do “taxade”. Todo mundo sabe que essa esquerda gosta de cobrar tributos e a direita gosta de cortar tributos.
Todo mundo sabe que esse governo quer cobrar, mas quem está à beira de conseguir que o Congresso aprove uma isenção que deverá beneficiar 15,5 milhões de pessoas e vai cobrar de 141 mil muito ricos, é o tal da turma do “taxade”.
Essa tal da política, novamente.


