Dólar seguiu em ritmo de perdas e o ouro em alta

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O dólar norte-americano é a moeda preferida em todo o mundo/Arquivo/ONU
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O interesse no metal precioso é estratégico para investidores que procuram se proteger do cenário financeiro mundial adverso

Por Misto Brasil – DF

dólar seguiu em ritmo de perdas pela quarta sessão consecutiva, mesmo com a fraqueza das commodities no mercado internacional, com dados da China sendo analisados de perto pelos investidores.

Nesta segunda-feira (20), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,3708, com queda de 0,64%.

O movimento destoou da tendência externa. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em alta de 0,18%, aos 98,614 pontos.

A relação comercial entre Estados Unidos e a China continuou a concentrar as atenções dos investidores —  com um breve alívio nas tensões.

Hoje, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que espera chegar a um acordo comercial justo com o presidente chinês, Xi Jinping.

“Acho que ficaremos bem com a China. A China não quer fazer isso”, disse Trump antes das conversas bilaterais em Washington com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.

“Temos o melhor de tudo e ninguém vai mexer com isso. Acho que terminaremos com um acordo comercial muito forte. Ambos ficaremos felizes”, acrescentou Trump.

O ouro encerrou a sessão em alta, impulsionado pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e temores com as guerras na Europa e no Oriente Médio. Também no radar, o impacto do shutdown do governo dos EUA, em sua quarta semana.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em avanço de 3,46%, a US$ 4.359,4 por onça-troy. Já a prata fechou em alta de 2,55%, a US$ 51,384 por onça-troy.

Após pausa na sexta-feira, 17, os metais preciosos retomaram alta diante da busca por ativos seguros, apesar dos ganhos em mercados acionários.

Para analistas da RBC Capital Markets, incertezas generalizadas – como o shutdown do governo dos EUA, disputas comerciais com a China e a independência do Federal Reserve (Fed) – estão fazendo com que investidores aumentem seus investimentos no ouro.

Para a ANZ, o interesse no metal precioso é estratégico para investidores que procuram se proteger do cenário. (Com informações do InfoMoney e do MoneyTimes)

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