O documento que serve como oprientação e combate ao racismo no ambiente escolar, foi lançcado nesta semana
Por Misto Brasil – DF
As escola do Distrito Federal possuem agora um Protocolo Antirracista para as escolas do Distrito Federal. Tem o propósito prevenir e combater o racismo e outras formas de discriminação étnico-raciais.
E orientar o planejamento e a avaliação de currículos, projetos e práticas pedagógicas voltadas à promoção da diversidade e da igualdade racial, além de fomentar uma escola democrática, plural e comprometida com o diálogo e o respeito mútuo.
A coordenadora-geral de Educação para a Relações Étnico-Raciais do Ministério de Educação (MEC), Lara Vilela, afirmou que existem muitos casos de racismo nas escolas, mas que os gestores não sabem o que fazer.
“Os protocolos servem justamente para isso: orientar quem não sabe como agir e dar respaldo para cobrar de quem age de má-fé”, disse.
Para Daniele Lobato, representante do movimento negro “esse protocolo é uma conquista do movimento. Agora precisamos sair do papel para que ele seja de fato vivido”.
O protocolo propõe ainda a integração permanente da educação antirracista aos projetos político-pedagógicos, incentiva o envolvimento da comunidade escolar e define fluxos de atendimento e responsabilização em casos de discriminação racial.
O estudante Victor Maciel, que fez parte do grupo criado para a elaboração do protocolo, afirmou querer ver pessoas negras, principalmente jovens, em lugares de protagonismo.
“Por isso eu trouxe o protocolo para os meus amigos durante todo ano, toda vez que tinha reunião de grêmio, de movimento estudantil. Ele precisava ser construído também pelos alunos, não só pelos professores”.


