O dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,4015, com alta de 1,18%. Na máxima intradia, a divisa atingiu R$ 5,4317
Por Misto Brasil – DF
Na volta do feriado e último pregão da semana, o dólar acelerou para forte alta em meio ao enfraquecimento das commodities e aumento das apostas de corte nos juros dos Estados Unidos.
O dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,4015, com alta de 1,18%. Na máxima intradia, a divisa atingiu R$ 5,4317 (+1,75%), na maior cotação desde agosto.
O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,02%, aos 100.181 pontos.
Na semana, o dólar acumulou valorização de 1,97% ante o real.
Na 15ª Conferência de CEOs do Bradesco BBI em Nova York, investidores demonstraram otimismo cauteloso em relação aos mercados emergentes em 2025, mas se mostraram reticentes em realizar novos investimentos no final do ano.
A perspectiva fortemente otimista do banco para o Brasil nos próximos seis meses encontrou resistência, refletindo a percepção de que o mercado precisava de uma pausa e de um novo catalisador.
A mensagem geral das empresas foi de uma clara desaceleração do crescimento econômico e dos lucros, porém com notável resiliência, apontando para o que pode ser a aterrissagem mais suave entre as principais economias.
Este parece ser um cenário ideal que está dando algum suporte aos lucros, com os resultados recentes do 3º trimestre de 2025 se mostrando menos fracos do que o temido, ao mesmo tempo que mantém aberta a possibilidade do início do ciclo de afrouxamento monetário do Brasil no 1º trimestre de 2026. (Com MoneyTimes e InfoMoney)


