Candidata do governo pode vencer as eleições em Honduras

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Eleitores foram chamados às urnas para eleger o novo presidente/Arquivo/El Mundo
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Os hondurenhos terão que escolher entre a continuidade representada por Moncada ou uma guinada à direita

Por Misto Brasil – DF

A presidente hondurenha Xiomara Castro pode entregar a faixa presidencial, pela primeira vez na história do país, a outra mulher, Rixi Moncada, candidata do partido governista Libre.

Essa é a aposta do governo em uma eleição muito acirrada , na qual Moncada é atualmente a segunda favorita, segundo as pesquisas, embora com uma margem estreita sobre Salvador Nasralla, candidato do Partido Liberal.

Em terceiro lugar está Nasry Asfura, ex-prefeito da capital, Tegucigalpa, e candidato do conservador Partido Nacional.

Os hondurenhos terão que escolher entre a continuidade representada por Moncada ou uma guinada à direita em uma eleição repleta de insultos e acusações de fraude.

Segundo dados oficiais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), 6,4 milhões de hondurenhos estão aptos a votar nesta eleição histórica, na qual elegerão o presidente, 128 membros do parlamento e 298 prefeitos para o mandato de 2026–2030.

Para facilitar o processo, 19.167 seções eleitorais foram instaladas em 5.768 centros de votação em todo o país.

O vencedor assumirá o poder em 27 de janeiro de 2026, numa transição que ocorre sob intensa observação internacional , tensões institucionais e um apelo unânime ao respeito pela vontade soberana expressa nas urnas.

Segundo analistas consultados em Tegucigalpa, os candidatos pouco falaram sobre propostas concretas para aliviar a pobreza que aflige milhões de habitantes deste pequeno país, bem como a violência, o narcotráfico e a impunidade que beneficiam funcionários, políticos e empresários que saqueiam os já escassos cofres de um Estado em crise perpétua.

“A campanha eleitoral não se ancorou em propostas técnicas e robustas, como o povo hondurenho merece. A sociedade civil assumiu o papel que cabe aos partidos políticos, pressionando os candidatos a dialogar e exigindo que se concentrem em propostas relevantes para a população, como o combate à corrupção”, explica Cristian Nolasco, especialista em auditoria social do Conselho Nacional Anticorrupção.

Estas são algumas das propostas apresentadas pelos candidatos ao longo de uma campanha tensa.

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