Alfredo Díaz, que governou Nova Esparta, havia sido preso em novembro de 2024 em meio à crise deflagrada da reeleição de Maduro
Por Misto Brasil – DF
Um ex-governador crítico ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela e processado por “terrorismo” e “incitação ao ódio” morreu neste sábado (06) na prisão.
A informação foi divulgada por representantes de organizações de direitos humanos e confirmada pelo Ministério do Serviço Penitenciário, que atribuiu a morte a um infarto.
Alfredo Díaz, que governou Nova Esparta de 2017 a 2021, havia sido preso em novembro de 2024 em meio à crise deflagrada após a contestada reeleição de Maduro.
Ele havia questionado a falta de transparência em relação à divulgação dos resultados do pleito e denunciara, dias antes de ser preso, a crise elétrica em Nova Esparta – fruto, segundo Caracas, de ataques da oposição.
Uma nota divulgada pela administração penitenciária venezuelana afirma que Díaz, de 55 anos, teria sido “imediatamente” encaminhado para atendimento médico ao manifestar “sintomas compatíveis com um infarto do miocárdio”, e que morreu minutos após ser transferido para o Hospital Universitário de Caracas.
Segundo Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal, que defende presos políticos, Díaz só teria tido autorizada uma única visita da filha na prisão.
Ele estava detido em El Helicoide, a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), em Caracas. A oposição venezuelana e ativistas de direitos humanos afirmam que o local é um “centro de tortura”.



















