É o que mostra um levantamento feito pela Agência Nacional do Cinema, que apresenta o regime de coprodução internacional no período de 2015 a 2024
Por Misto Brasil – DF
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) publicou no Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual – OCA, o Panorama Coproduções Internacionais Brasil 2015-2024.
Os dados revelam uma participação geográfica variada, incluindo países da América do Norte e Ásia, como Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul, Japão e Índia, além dos principais parceiros Argentina, Portugal e França.
Entre 2015 e 2024 foram registradas obras em regime de coprodução com um total de 37 países. Veja o levantamento completo.
O estudo apresenta dados sobre o número de coproduções internacionais, os países envolvidos, os tipos de obras coproduzidas, os recursos financeiros aportados e o desempenho comercial destas obras.
O panorama apresenta uma análise das obras brasileiras de longa-metragem realizadas em regime de coprodução internacional no período de 2015 a 2024, com foco nas obras audiovisuais não publicitárias de longa-metragem com destinação inicial para o segmento de salas de exibição.
O número total de Certificados de Produto Brasileiro (CPBs) emitidos para obras com destinação inicial para salas de exibição foi de 2.327, dos quais 242 foram de coproduções internacionais, uma participação de 10,4%.
Embora as salas de exibição ainda sejam a principal janela (73% dos lançamentos), as parcerias apresentam uma rápida adaptação às novas tendências de mercado.
Pelo menos 27% das coproduções internacionais foram destinadas inicialmente a plataformas de TV Paga, vídeo por demanda e outros segmentos. Para essas outras janelas, o formato seriado (61%) e o documentário (52%) prevalecem, mostrando a diversidade produtiva do Brasil.
Resultados relevantes são observados em 2017 e 2024, com 32 coproduções cada, enquanto 2016 e 2022 se destacam com um número reduzido, com apenas 14 e 15 coproduções concluídas respectivamente.
Entre 2022 e 2024, o número de coproduções cinematográficas se expande por três anos consecutivos.
No período, os investimentos recordes do FSA para o financiamento de parcerias internacionais foram estratégicos para a recuperação dos impactos da pandemia de Covid-19 e expansão da atividade audiovisual.
Os investimentos do Fundo são realizados por meio de chamadas públicas e parcerias bilaterais, que se sucedem e completa, conforme as disponibilidades financeiras e o planejamento do Comitê Gestor do Fundo.

