Os venezuelanos ainda não sabem com certeza quem de fato comanda o país, na esteira da captura de Maduro e da sua esposa, Cilia Flores
Por Misto Brasil – DF
As forças militares da Venezuela reconheceram neste domingo (04) Delcy Rodríguez, a vice-presidente de Nicolás Maduro, como presidente interina, depois que a Suprema Corte do país sul-americano ordenou que ela assumisse o cargo.
Mesmo assim, os venezuelanos ainda não sabem com certeza quem de fato comanda o país, na esteira da captura de Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.
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Tampouco se sabe qual será o novo formato de engajamento dos EUA na política doméstica. A Casa Branca, por ora, não ofereceu clareza nem consistência sobre os seus planos.
A investida americana na Venezuela destituiu no sábado Maduro da presidência, levando-o algemado para Nova York. Ao longo de quase 13 anos no poder, ele sobrevivera a uma tentativa de golpe fracassada, vários motins no Exército, protestos em massa e sanções econômicas.
Algumas horas após a ação militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu país assumiria o controle da Venezuela.
No dia seguinte, entretanto, o seu secretário de Estado, Marco Rubio, acenou a uma versão mais branda, afirmando em entrevista que o controle americano se daria pela manutenção de sanções já existentes, na expectativa de ver mudanças na indústria do petróleo.
Em Caracas, a sensação de insegurança esvaziou rapidamente as ruas, exceto pelas longas filas que se formavam em supermercados e postos de gasolina. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, orientou a população a retomar as “atividades de todos os tipos”, afirmando que o Exército está mobilizado ao redor do país.
Delcy Rodríguez, a primeira na linha de sucessão, atuou como vice-presidente de Maduro desde 2018, supervisionando grande parte da economia venezuelana dependente do petróleo, bem como seu temido serviço de inteligência.
No primeiro governo Trump, ela enfrentou sanções dos EUA por seu papel em minar a democracia venezuelana.
“Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, Trump disse à The Atlantic, numa breve entrevista por telefone deste domingo, informou a DW.
























