O Lula da Silva saiu do Instituto Lula, em São Paulo, cerca de 40 minutos antes de ser divulgado o ofício do Tribunal Regional federal da 4ª. Região (TRF4) e do despacho do juiz Sérgio Moro, que determina a prisão do ex-presidente. Ele saiu pela garagem e não deu declarações naquele momento à Imprensa. Segundo se especula, Lula teria ido para a sua casa, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
O ex-presidente deverá se apresentar espontaneamente às 17 horas de amanhã. Pela agenda divulgada hoje, às 18 horas haveria uma manifestação, uma espécie de vigília, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Naquele momento o ex-presidente iria se manifestar para os militantes.
Cerca de uma hora antes da divulgação da decisão do TRF e de Moro, o advogado de Lula, Cristiano Zanin, declarou aos jornalistas que não trabalhava com a hipótese de prisão do ex-presidente.
Em outra entrevista, o deputado Paulo Teixeira, e um dos vice-presidentes do PT, disse que se Lula fosse preso, o partido esperava a revogação da prisão pelo próprio Supremo Tribunal federal. “Que ele seja solto, seja reparada. Se puder levar uma Constituição de presente ao juiz Moro vou levar”, informou.
O senador Lindberg Farias, sem gravar entrevista, ao chegar no Instituto Lula, observou que a súmula que trata dos embargos, dava prazo até terça-feira e era com isso que o partido contava, inclusive com ações declaratórias de constitucionalidade (ADC) sobre a execução de pena após condenação em segunda instância, processo que está com o ministro do STF, Marco Aurélio.

