O dólar vem operando em intervalos estreitos e num movimento de consolidação técnica, visto a ausência de dados econômicos
Por Misto Brasil – DF
O dólar encerrou a semana em duplo tom negativo com sessão agitada por dados econômicos e tensões geopolíticas. Nesta sexta-feira (9), odólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,3658, queda de 0,43%.
O movimento foi na contramão da tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,20%, aos 99,136 pontos.
Na semana, a divisa acumulou queda de 1,10% ante o real.
O especialista em investimento da Nomad, Bruno Shahini, comentou que o dólar reagiu inicialmente à divulgação do payroll de dezembro, que mostrou criação de vagas abaixo da expectativa do mercado, reforçando a leitura de desaceleração gradual do mercado de trabalho nos Estados Unidos.
No cenário doméstico, o IPCA de dezembro veio em linha com o consenso, mantendo inalteradas as expectativas para a política monetária e preservando o diferencial de juros favorável ao Brasil.
Esse conjunto de fatores abriu espaço para um dólar mais fraco ao longo do dia, embora sem muita convicção estrutural.
O dólar vem operando em intervalos estreitos e num movimento de consolidação técnica, visto a ausência de dados econômicos – tanto aqui quanto no exterior – que sustente uma tendência mais clara nesse começo de ano.
Depois de despencar 90,20% e fechar a R$ 25 na véspera, em reação a um aumento de capital de R$ 7,44 bilhões que resultou em forte diluição dos acionistas, as ações da Azul abriram em alta expressiva nesta sessão.
Na máxima até o momento (11h, horário de Brasília), os papéis avançaram 100%, a R$ 50, e, devido à elevada volatilidade, passam por sucessivos leilões.
Para dimensionar a magnitude da perda, o papel precisaria se valorizar cerca de 920% apenas para voltar ao patamar de fechamento de quarta-feira, de R$ 255.
A oferta de ações teve como objetivo viabilizar a capitalização obrigatória das dívidas financeiras da Azul, por meio da conversão de títulos emitidos no exterior em ações. No entanto, os acionistas com papéis antes da operação passaram a ficar próximos da diluição total (99%).
Conforme noticiou o InfoMoney, a aprovação pela União Europeia do acordo de livre comércio com o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), pode ter impactos positivos para as empresas de capital aberto da Bolsa brasileira, principalmente as de agro e alimentos, conforme apontam analistas de mercado.
Este é o maior acordo comercial já firmado pela UE.
Por meio dele, o Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da UE, incluindo automóveis, dos atuais 35%, ao longo de um período de 15 anos. A UE eliminará progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul ao longo de um período de até dez anos.
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