Em dois contatos na semana passada com o Misto Brasília, o advogado e empresário mineiro Paulo César Miranda garantiu que “não tem sociedade” com as empresas relacionadas nas reportagens sobre pregões para contratos de logística com diversos órgãos públicos. Disse que não está envolvido em qualquer irregularidade. “Meu nome está manchado na internet”, garantiu e completou: “Sou honesto.”
As três reportagens são: PGR pode investigar esquemas em pregões de logística; A mágica da concorrência desleal com micro e pequenas empresas; TCU diz que desconhece irregularidades em pregões
Na quarta-feira (05) ele falou por telefone, quando afirmou que não era sócio de “apenas” dez empresas, “mas de 40” envolvidas em diversas atividades, como pecuária, posto de gasolina e aluguel de veículos. No dia seguinte, na quinta, mandou mensagens pelo WhatsApp. Exigiu a retirada das três reportagens sobre o tema e ameaçou processar o site. “Mas caso não retirem a reportagem, os acionarei criminal e civilmente”, escreveu.
O site baseou as reportagens em documentos oficiais e consultou sobre eventuais investigações em três órgãos de fiscalização distintos (PGR, TCU e AGU) e sempre afirmou que existiam suspeitas. O Ministério Público Federal arquivou em Minas Gerais um suposto esquema para ganhar vantagens em licitações, mas o procedimento foi encaminhado para a Câmara de Combate à Corrupção, em Brasília, e aguarda análise.
A Câmara de Combate à Corrupção poderá homologar o arquivamento ou, devolver para o MPF de Minas Gerais caso não concorde com o arquivamento por entender que ainda há o que ser investigado. “Não há previsão para que essa análise ocorra”, observou a assessoria.
Nos contatos que fez com o site, informamos que Paulo César poderia mandar sua resposta e que seria publicada na íntegra. Ele não garantiu a resposta, mas preferiu ameaçar: “Vou até o fim do mundo pra excluir meu nome da internet. Na mesma proporção do trabalho que eu tiver pra isso, vocês terão problemas comigo”, escreveu no WhatsApp.


























