A Escola Classe 59 de Ceilândia foi classificada como a unidade em situação mais precária, assim como na escola da Cooperbras
Por Misto Brasília – DF
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) identificou uma série de irregularidades em escolas públicas por meio da auditoria “Sede de Aprender”, relacionadas ao abastecimento de água, à infraestrutura sanitária e à segurança em escolas da rede pública do DF.
A Escola Classe 59 de Ceilândia foi classificada como a unidade em situação mais precária. Foram encontrados banheiros sem forro e sem energia elétrica, mictórios inutilizáveis, salas com infiltrações e estruturas em estado avançado de deterioração.
A Escola Classe Cooperbras do núcleo rural de Tabatinga, em Planaltina, recebeu o laudo que atesta a impropriedade da água para consumo.
Na Escola Classe EC Kanegae, na Chácara 9 do Riacho Fundo I, não tem nenhum tipo de tratamento de esgoto.
A fiscalização nacional realizada em dezembro de 2025 mobilizou Tribunais de Contas e Ministérios Públicos, que visitaram 2.668 unidades escolares em todo o país.
Em janeiro de 2026, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) reuniram-se para discutir os temas e buscar soluções para as questões elencadas.
Entre as próximas ações previstas para a melhoria da situação estão a criação de um Grupo de Trabalho dedicado ao tema, além da possibilidade de divulgações conjuntas e permanentes de informações relacionadas à oferta de água potável nas escolas.
Após a inspeção em 17 unidades de ensino público, o TCDF contabilizou mais de 11 mil estudantes e o cenário é preocupante: quase metade das unidades visitadas não tinham água potável disponível (47%). (Texto da assessoria do TCDF)


