Entre os produtos com maior impacto negativo no mês estão os semiacabados de ferro ou aço, sucos, elementos químicos inorgânicos
Por Misto Brasil – DF
As exportações brasileiras ao mercado americano atingiram US$ 2,4 bilhões em janeiro, com queda de 25,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, marcando o sexto recuo consecutivo.
O desempenho reforça a tendência observada nos meses anteriores, indicando que a manutenção de barreiras tarifárias segue pressionando o fluxo comercial bilateral.
As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também registraram retração, recuando 10,9%, segundo levantamento do Monitor do Comércio Brasil-EUA da Amcham.
Como a queda nas exportações foi mais intensa, o déficit mensal do Brasil na balança bilateral se aprofundou para cerca de US$ 0,7 bilhão, mais que o triplo do observado em janeiro de 2025.
O levantamento concluiu que a queda nas exportações foi fortemente influenciada pelo desempenho dos óleos brutos de petróleo, que registraram retração de 39,1% na comparação anual.
Produtos sujeitos a tarifas adicionais tiveram queda média de 26,7%, com destaque para bens impactados pela Seção 232, que recuaram 38,3%.
Entre os produtos com maior impacto negativo no mês estão os semiacabados de ferro ou aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.
Apesar do cenário desafiador, parte da pauta exportadora brasileira manteve desempenho relativamente mais forte.
Entre os dez produtos mais exportados para os Estados Unidos em janeiro, seis apresentaram performance melhor do que as vendas brasileiras ao resto do mundo, incluindo café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.
“A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos”, comentou o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.

























