Ao mesmo tempo aumenta as chuvas no Rio Grande do Sul e reduz no extremo norte brasileiro. A Amazônia e Nordeste ficam mais propensos a seca severa
Por Misto Brasil – DF
Os efeitos do El Niño devem começar a se manifestar partir de maio e se intensificar ao longo do ano, conforme mostram as análises climáticas da Climatempo.
Os dados apontam para um fenômeno climático de consequências similares às de 2023, o que pode provocar temporais severos, mas também fortes e frequentes ondas de calor em diversas regiões do interior do Brasil.
O El Niño, decorrente do aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial, deixa o ar mais quente e faz com que a chuva ocorra de forma irregular na maior parte do País.
Ao mesmo tempo aumenta as chuvas no Rio Grande do Sul e reduz no extremo norte brasileiro, onde a Amazônia e Nordeste ficam mais propensos a seca severa.
O Sul fica mais tempestuoso e mais nublado no inverno.
De acordo com o meteorologista Vinicius Lucyrio, os eventos de chuva abrangente, com risco de enchentes, além dos fortes temporais e Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs) tendem a aumentar expressivamente na Primavera.
Parte desta instabilidade da Região Sul poderá ser sentida também nos estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo.
De acordo com Vinicius Lucyrio, é possível que o início do próximo período úmido ‘engane’ em algumas regiões. “Poderemos ter algumas pancadas de chuva atípicas entre agosto e setembro no Brasil Central, no sudeste do Pará, em Minas Gerais, em São Paulo e no interior nordestino”.
Segundo o meteorologista da Climatempo, “o começo do próximo período de chuvas deve ter um padrão muito irregular e insuficiente para repor a umidade do solo e dos reservatórios, o que pode levar a problemas de abastecimento, geração de energia hidrelétrica e instalação de algumas culturas”.

























