Fundado em 1992 por um grupo de pernambucanos, o Galinho surgiu como uma alternativa no Carnaval
Por Pedro Peduzzi – DF
O Galinho de Brasília, bloco tradicional que há 34 anos busca manter viva a tradição do frevo pernambucano no carnaval da capital do país, tem, na edição de 2026, um novo desafio: o de resgatar a paixão antiga do brasileiro pelo futebol.

Tendo como tema “Galinho na Copa: Frevando rumo ao Hexa”, o bloco, que em outros carnavais chegou a movimentar mais de 100 mil pessoas, foi às ruas da capital federal nesta segunda-feira (16) embalado pela Orquestra Marafreboi.
Era conduzida pelo maestro Fabiano Medeiros; e pela Orquestra do Galinho, que tem à frente o maestro Ronald Albuquerque.
“São muitos os tipos de frevo inventados em Pernambuco. É um ritmo tão rico que não é possível ser tocado por qualquer bandinha. São muitos instrumentos e naipes de metal ricos em contratempos”.
“Só bons músicos dão conta de tocar esse ritmo que tanto orgulho causa ao povo de pernambuco”, explica a servidora pública pernambucana Damísia Lima, 52 anos – dos quais 21 em Brasília.
Fundado em 1992 por um grupo de pernambucanos radicados no Distrito Federal, o Galinho surgiu como uma alternativa afetiva para quem não pôde viajar ao Recife para participar do lendário bloco Galo da Madrugada.
Os organizadores do bloco explicam que o primeiro desfile ocorreu “em um contexto econômico adverso, marcado pelo confisco das poupanças, que impediu muitos nordestinos de viajarem para brincar o Carnaval em Pernambuco”.
Segundo eles, a experiência foi tão marcante que, após o Carnaval, os foliões fundaram o Grêmio Recreativo da Expressão Nordestina – GREN Galinho de Brasília, com o objetivo de preservar e difundir as tradições culturais nordestinas na capital federal.
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