Bolsas despencam por conta da guerra no Irã

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O Brasil possui poucos investidores na bolsa e ainda são conservadores/Arquivo/Pampa
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Por aqui, eventual aumento de médio a longo prazo nos preços do petróleo podem forçar a Petrobras a subir os preços dos combustíveis

Por Misto Brasil – DF

A liquidação em ações e títulos se aprofundou à medida que a guerra no Irã entrou no quarto dia sem sinais de desescalada, aumentando os temores de uma longa interrupção nos mercados de energia e de uma disparada da inflação.

As ações dos EUA despencam na terça-feira, revertendo a recuperação vista na segunda, à medida que os preços do petróleo voltaram a disparar e os traders passaram a temer que o conflito entre EUA e Irã possa se prolongar mais do que o esperado.

O Dow Jones Industrial Average cai 844 pontos, ou 1,7%. O S&P 500 recua 1,7%, enquanto o Nasdaq Composite cai 2%.

Após uma sessão pós eclosão do conflito no Irã que foi encerrada com aparente tranquilidade para o Ibovespa – com ganhos de 0,28%, a 189.307 pontos, guiado pelas petroleiras -, a terça-feira (03) começou com perdas mais acentuadas para o mercado brasileiro, com indicações de extensão do conflito.

Às 10h10 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 3,02%, a 183.510 pontos e, às 11h43, minutos após Wall Street abrir, a baixa era ainda mais expressiva: de 4,40%, a 180.972 pontos.

O movimento já era sentido antes da abertura da Bolsa, com o índice futuro do Ibovespa chegando a cair mais de 2%, enquanto o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, chegou a ter baixa de cerca de 4% no pré-mercado em Wall Street.

Por outro lado, os ADRs (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York) da Petrobras PBR, equivalentes aos ordinários) subiam com o petróleo, ainda que num ritmo bem mais modesto do que na véspera.

Os papéis registravam ganhos de 1,76%, a US$ 17,62, após saltarem 4,15%, a US$ 17,32, na véspera.

As preocupações com a inflação predominavam nos mercados internacionais nesta terça-feira diante do aumento nos preços da energia devido ao conflito no Oriente Médio.

Por aqui, eventual aumento de médio a longo prazo nos preços do petróleo podem forçar a Petrobras a subir os preços dos combustíveis, destaca José Faria Júnior, planejador financeiro certificado pela Planejar..

A gasolina tem peso de 5% na inflação e o diesel tem peso bem menos relevante, mas também gera algum impacto inflacionário. (Com o InfoMoney, MoneyTimes e agências)

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