Oito governadores ficam nos cargos até o fim do mandato

Maranhão governador Carlos Brandão Misto Brasil
Carlos Brandão é o atual governador do estado do Maranhão/Arquivo/Divulgação
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O grupo que permanece fora da disputa tem nomes que enfrentam impasses políticos, perderam espaço ou a sucessão pode ser mais relevante

Por Misto Brasil – DF

Oito governadores em fim de segundo mandato decidiram não disputar cargos nas eleições de 2026. Permanecem no cargo até o fim para conduzir a própria sucessão.

O grupo que permanece fora da disputa reúne nomes que enfrentam impasses políticos locais, perderam espaço em articulações nacionais ou avaliaram que a influência sobre a sucessão pode ser mais relevante do que uma candidatura.

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Entre os casos mais emblemáticos estão Ratinho Junior e Eduardo Leite. Ambos chegaram a ser cotados para a Presidência pelo PSD, mas ficaram fora da corrida e optaram por não disputar outros cargos.

No Rio Grande do Sul, Leite deve apoiar o vice, Gabriel Souza (MDB), como candidato ao governo.

No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) decidiu seguir no posto após o rompimento com o vice Walter Alves (MDB), que será candidato a deputado estadual.

A dupla renúncia resultaria em uma eleição indireta para um mandato-tampão, com cenário incerto na Assembleia Legislativa.

No Maranhão, a disputa entre Carlos Brandão (sem partido) e o vice Felipe Camarão (PT) elevou a tensão política e jurídica.

A sucessão deve ocorrer com candidaturas em campos opostos, e a permanência do governador no cargo é vista como forma de manter controle sobre o processo.

Em Alagoas, Paulo Dantas (MDB) fica no posto, mas o clima é de consenso. Ele vai apoiar a volta do seu antecessor, Renan Filho (MDB).

Situações semelhantes influenciaram decisões em outros estados, como Amazonas, Rondônia e Tocantins, onde governadores também enfrentam desgaste com seus vices e optaram por não abrir mão do cargo.

A estratégia também tem impacto na eleição presidencial. Ao permanecerem nos governos, esses chefes estaduais preservam capacidade de articulação regional e montagem de palanques, registrou o InfoMoney.

No caso de Fátima Bezerra, a decisão incluiu abrir mão de uma candidatura ao Senado para priorizar a construção de um cenário favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.

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