Apelos para incluir o Líbano no cessar-fogo. Bombardeio contnua

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A guerra expulsou de casa milhares de pessoas, além de provocar centenas de mortes/Arquivo
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A escalada da violência continua no Golfo, apesar dos pedidos para que os ataques parem especialmente no Líbano

Por Misto Brasil – DF

Em meio a temores de que a frágil trégua possa ruir no Golfo, crescem os apelos internacionais para que o cessar-fogo também inclua o Líbano.

“As ações israelenses estão colocando o cessar-fogo entre EUA e Irã sob forte pressão. A trégua com o Irã deve se estender ao Líbano“, disse a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, condenou os ataques como “inaceitáveis”, enquanto sua homóloga britânica, Yvette Cooper, pediu que o cessar-fogo inclua o Líbano.

O gabinete do primeiro-ministro libanês disse que quinta-feira (09) seria “um dia nacional de luto pelos mártires e feridos dos ataques israelenses que alvejaram centenas de civis inocentes e indefesos”.

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, pediu nesta quinta-feira que o Líbano seja incluído no cessar-fogo pactuado entre Estados Unidos e Irã, sob o risco de desestabilização de toda a região do Oriente Médio.

“A escalada que vimos ontem por parte de Israel foi, na minha opinião, profundamente prejudicial, e queremos que as hostilidades no Líbano cessem“, acrescentou Cooper em declarações à emissora Radio Times.

Foi depois que EUA e Irã alcançaram uma trégua de duas semanas para frear a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.

O chefe da Organização de Medicina Forense do Irã, Abbas Masjedi Arani, elevou nesta quinta-feira para mais de 3 mil o número de mortos na guerra iniciada por Estados Unidos e Israel no último dia 28 de fevereiro.

“Perdemos mais de 3 mil pessoas nos ataques inimigos em todo o país”, disse Masjedi à agência de notícias iraniana Mizan.

A fonte acrescentou que 40% dos falecidos não puderam ser identificados inicialmente e que as equipes ainda trabalham para identificar os corpos.

O Irã não divulgava há mais de um mês dados sobre o número de mortos em seu território na guerra. A última cifra oficial havia sido publicada em 5 de março e situava-se em 1.230.

No entanto, a ONG opositora HRANA, com sede nos Estados Unidos, calcula o número de mortos em 3.636, sendo 1.701 civis.

A China pediu moderação após os ataques israelenses ao Líbano, em meio a um intenso debate sobre o frágil cessar-fogo na guerra com o Irã.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Mao Ning, disse em Pequim que a China está pedindo às partes envolvidas que mantenham a calma e ajudem a apaziguar a situação na região.

A soberania e a segurança do Líbano não devem ser violadas, afirmou ela.

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