Pensar e emergir

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Todos nós recebemos diariamente 24 horas. A definição do uso varia/Arquivo/Vital Ântman
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Afinal de contas o ócio é apenas um estado de espírito carregando a necessidade funcional para o equilíbrio psicofísico

Por Luiz Bandeira da Rocha Filho – DF

Num certo momento cultivei o hábito de pensar na aposentadoria. Tempo livre para vadiar. Ledo engano!

Passando por uma livraria me deparei com Domenico de Masi, sob o rótulo de “Ócio Criativo”. Comprei dois exemplares.

Um para mim e o outro para o sonhador da aposentadoria.

No escritório do sonhador coloquei singela placa adquirida na 5ª Avenida. Síntese dos meus pensamentos:

Sorry!
I can only please
one person per day.
Today is not your day
Tomorrow isn’t too
Promising either

Servia para divertir os incautos visitantes. Alguns não sabiam ler. Outros censuravam sob o pretexto de que era uma forma delicada de dispensar clientes, outros tantos, achavam um divertimento sadio.

E o sonhador de aposentadoria não ligava para as interpretações. Afinal de contas o ócio é apenas um estado de espírito carregando a necessidade funcional para o equilíbrio psicofísico.

Não confundir tempo para vadiar com a simples falta de ocupação produtiva.

Para o aposentado convicto não importa ser uma segunda-feira ou um sábado. São dias iguais, com públicos distintos e afazeres improvisados.

Para o cidadão comum que, pasmem!!! Não iniciou a leitura do livro. Por absoluta falta de tempo.

Conceitualmente tempo é questão de prioridade. Não existe falta de tempo ou aquela anedota de contador com caixa negativo registrado na contabilidade.

Todos nós recebemos diariamente 24 horas. A definição do uso varia, individualmente, consoante decisões personalíssimas.

Falta de tempo é uma figura retórica para expressar ausência de interesse. Assim, mesmo não tendo tido tempo para a leitura do “Ócio Criativo” acolher dar prioridade à saúde é providência que se impõe.

Quando se identifica algo realmente importante, sob o ponto de vista individual, parte das 24 horas são imediatamente requeridas e utilizadas.

Resolvi iniciar a leitura do “Ócio Criativo” e me deparei com algo absolutamente lógico. O primeiro passo vai me levar à última página. No caso não apenas pela qualidade das lições, mas, por que toda caminhada começa, invariavelmente, pelo primeiro passo.

Dentre o aposentado e o cidadão da luta diária, resolvi desafiar a ambos.

Quem se dispõe a conhecer a engenharia da linguagem? Quem decide usar trinta minutos diários para navegar no mundo mágico das letras e dos números, no contexto de um outro idioma?

Trata-se da inovadora ferramenta de alfabetização e reconhecimento fonético, por letramento silábico, da língua inglesa. Algo experimentado e aprovado em diversos municípios, das cinco regiões brasileiras.

Nela o processo é singular, lógico, natural, com a compreensão definitiva da pronuncia das palavras formais da língua inglesa.

O mecanismo é constituído por dez regras e dez exceções. Com o suporte de dois livros. Um sobre a metodologia em si e, outro, com exercício para sedimentar o emprego da referida metodologia com suas vinte variações.

Muito mais simples do que estudar a Tabuada. Nelas são quatrocentos combinações.

Pensar é o primeiro movimento. Emergir é a decisão que transforma pensamento em ação.

Se, como bem nos ensina Domenico de Masi, o verdadeiro equilíbrio nasce da integração entre trabalho, estudo e prazer, então educar também precisa seguir esse mesmo caminho: ser lógico, envolvente e, sobretudo, eficaz.

É exatamente nesse ponto que se revela a força da exclusiva metodologia de alfabetização e reconhecimento fonético da língua inglesa, por letramento silábico, desenvolvida pela Inglês Fácil Express, sediada em Brasília.

Não se trata apenas de aprender um novo idioma. Trata-se de compreender a engenharia da linguagem — decodificar padrões, internalizar sons, construir segurança e autonomia.

Em um cenário educacional historicamente marcado por métodos complexos e pouco intuitivos, a proposta se destaca por sua simplicidade estruturada: dez regras, dez exceções e um caminho claro para a compreensão definitiva da pronúncia.

Enquanto muitos ainda acreditam que aprender inglês é tarefa longa, árdua e, por vezes, inacessível, essa metodologia demonstra exatamente o contrário. Com apenas trinta minutos diários — tempo que todos possuem, ainda que nem sempre reconheçam — é possível avançar de forma consistente, lógica e mensurável.

Mais simples que a própria tabuada, como já destacado, e infinitamente mais aplicável à vida contemporânea.

O que está em jogo não é apenas o domínio de uma língua estrangeira, mas a ampliação de horizontes, o fortalecimento do raciocínio lógico e a inclusão efetiva em um mundo cada vez mais conectado. Trata-se de uma ferramenta de transformação individual e coletiva, já validada na prática, em municípios de todas as regiões do país.

Diante disso, a provocação permanece: quem está disposto a dar o primeiro passo?

Porque, ao final, não é a falta de tempo que limita o aprendizado — é a ausência de decisão. E decidir aprender, com método, clareza e propósito, é o que separa aqueles que apenas pensam daqueles que verdadeiramente emergem.

(Luiz Bandeira da Rocha Filho é economista e foi secretário geral e ministro interino do Ministério da Educação).

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