Em paralelo, Ciro Nogueira é suspeito de receber uma mesada de R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de favorecimento político
Por Misto Brasil – DF
A Polícia Federal (PF) investiga o repasse de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro para uma companhia registrada em nome de familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI).
As informações foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo. Atualizado às 21h32
À noite a assessoria do senador encaminhyou uma nota à imprensa. Veja logo abaixo.
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Segundo a PF, a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda. movimentou R$ 14,2 milhões em 2024 por meio da Athena Real Estate Ltda., ligada a imóveis suspeitos de serem operados pelo grupo Refit.
Em nota, o senador afirmou que os valores são referentes à venda regular de um terreno em Teresina. A defesa de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do parlamentar, não se manifestou.
A apuração faz parte da Operação Sem Refino, que também investiga o suposto favorecimento ao grupo Refit dentro da estrutura do governo do Rio de Janeiro, na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL).
O contrato de venda foi assinado por Raimundo Nogueira, que tinha sido alvo de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, em 7 de maio, sob suspeita de ser um agente familiar que operava as empresas do senador para o recebimento de propina.
Em paralelo, Ciro Nogueira é suspeito de receber uma mesada de R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de favorecimento político para o Banco Master. Raimundo não foi alvo de mandados na operação da Refit nem o senador do Piauí.
Contudo, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou à PF um mandado de buscas ao ex-assessor do senador, Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro. Jonathas Assunção teria, segundo a PF, recebido R$ 1,3 milhão de uma “empresa de passagem” ligada à Refit.
O ex-assessor ocupou o cargo de secretário-executivo da Casa Civil, quando Ciro Nogueira foi o ministro da pasta no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Nota do senador Ciro Nogueira
O senador Ciro Nogueira lamenta as recorrentes tentativas de associá-lo a escândalos, as quais serão inevitavelmente frustradas, uma vez que não praticou nenhum ato irregular ou ilegal.
Em relação ao caso em questão, esclarecemos que empresa que adquiriu o terreno buscava uma área superior a 40 hectares com o propósito de construir uma distribuidora de combustíveis.
O valor mencionado pelo repórter se refere à venda dessa área, situada em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes em valores condizentes com o mercado.
Ressalte-se que a empresa da família do senador atua justamente no segmento imobiliário, na compra, venda e aluguel de imóveis. Informamos, ainda, que o senador atualmente sequer detém participação na empresa e que, na época do negócio, sua participação era inferior a 1%.
O senador Ciro Nogueira manifesta sua total tranquilidade no que se refere a essas e outras insinuações. Ele destaca ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos mencionados, acusações que surgem, estranhamente, em ano eleitoral com a clara intenção de desgastar sua imagem junto ao povo do Piauí.
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