Iniciada no domingo a fase de mata-mata, o que começa a emergir é uma nova realidade no velho esporte bretão
Por André César – SP
Em linhas gerais e falando de maneira bastante resumida, talvez com imprecisões, a Nova Ordem Mundial foi um rearranjo da geopolítica internacional que eclodiu a partir do fim da União Soviética, no início dos anos noventa do século XX.
Diferentes centros de poder ingressaram no jogo global desde então.
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China, Japão, União Europeia, Mercosul, Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático), Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), entre outros, entraram nesse novo cenário. De outro lado, entidades como a ONU começaram a perder espaço e relevância. O mundo mudou.
Entramos aqui no campo do futebol e, em especial, da Copa do Mundo. Iniciada a fase de mata-mata, quando 32 seleções se enfrentam em partidas decisivas e o torneio vai afunilando, o que começa a emergir é uma nova realidade no velho esporte bretão.
Nos primeiros quatro jogos (domingo 28 e segunda-feira 29), novidades e surpresas (zebras) marcaram presença. Canadá, Paraguai e Marrocos garantiram passagem para as oitavas de final. O pentacampeão Brasil é o quarto elemento, derrotando o Japão após quase cem minutos de puro sofrimento. “É, amigo, não há mais bobo no futebol”.
De outro lado, as gigantes e até então tidas como favoritas Alemanha e Holanda foram eliminadas, bem como a África do Sul (que já sediou um Mundial) e o já citado Japão. Algo se move no esporte mais popular do planeta.
Cabe lembrar que, na fase de grupos, o outrora temido Uruguai caiu, perdendo a vaga para o pequeno (e extremamente simpático) Cabo Verde. Também times europeus que já fizeram história, como a Tchéquia (duas vezes vice-campeã), ficaram pelo caminho. Isso sem falar na Itália, que mais uma vez nem chegou a se classificar para o torneio.
O Marrocos ficou em quarto lugar no último torneio, realizado no Qatar em na 2022, é fato. No entanto, o país africano consolida sua posição de talvez principal potência da região. E tem plenas condições de querer mais.
Enfim, o intercâmbio de jogadores pelo mundo, com muitos (muitos mesmo) deles participando das principais ligas mundiais explica, em larga medida, esse novo quadro. A pergunta agora é – trata-se de algo que veio para ficar ou apenas um ponto fora da curva? Respostas em breve.
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