Repercutiu mal no meio político a afirmação do chanceler Mauro Vieira sobre invasão norte-americana no território brasileiro
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Na diplomacia, o segredo é avançar parecendo que está recuando, e recuando parecendo que está avançando.
Diplomacia é uma atividade humana que é igual a juiz de futebol, apita bem quando ninguém percebe que ele está em campo.
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A diplomacia brasileira é famosa, pois não existe nenhum país gigante em território que tenha mantido ou se preservado sem armas, exércitos ou marinhas, só o Brasil.
Isso foi lá atrás, com o Barão do Rio Branco, e se consolidou no mundo com Oswaldo Aranha.
É fácil fazer diplomacia da bomba atômica.
O Brasil é famoso com a sua turma do Itamaraty. O nosso chanceler Mauro Vieira disse, fanfarronisse em nota, afirmando que os Estados Unidos poderiam invadir o Brasil após considerar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Isso pode sair da boca de um politiqueiro em época de eleição, contando com as idiotices diplomáticas de um bolsonarista, mas não de um chefe da diplomacia da casa de Rio Branco e Oswaldo Aranha.
Agora ele vai ter que dar explicações ao bolsonarismo, que nada entende de diplomacia. São nessas horas que o petismo vive a mesma mediocridade do bolsonarismo.
Sem tirar nem pôr.














