A única usina nuclear húngara, a Paks, que tem 44 anos e fornece quase metade da eletricidade do país, por pouco não foi totalmente desligada
Por Misto Brasil – DF
O calor prolongado e a seca deste ano levaram o rio Danúbio, que atravessa dez países na Europa Central e Oriental, e outras hidrovias da região a níveis recordes de baixa, levando a um quadro de desabastecimento e escassez de energia.
Pela primeira vez, a Hungria e a Romênia tiveram que reduzir ou desligar produção de reatores nucleares que dependem do Danúbio para resfriamento. A única usina nuclear húngara, a Paks, que tem 44 anos e fornece quase metade da eletricidade do país, por pouco não foi totalmente desligada.
A opção não foi descartada, já que a previsão é de mais dias secos e quentes pela frente.
Na Romênia, a Marinha demoliu uma formação rochosa exposta pela baixa do nível da água em um braço do Danúbio, buscando melhorar o fluxo para o resfriamento da usina nuclear de Cernavoda, que normalmente fornece cerca de um quinto da eletricidade consumida no país. Toda a água utilizada para resfriar a usina vem do rio.
A operação envolve ainda afundar os destroços da rocha em um ponto estratégico do rio para, assim, ajudar a elevar o nível da água.
O ministro da Defesa romeno, Radu Miruta, afirmou que a operação foi um “sucesso” e que os militares aguardavam havia décadas uma oportunidade para acessar e demolir as rochas.
Caso o desvio parcial da água não funcione, disse Miruta, a usina provavelmente terá de ser totalmente desligada até esta quinta-feira (06/08).
O primeiro-ministro interino, Ilie Bolojan, afirmou que as montadoras Dacia e Ford concordaram em suspender a produção na Romênia até 19 de agosto, após uma reunião de crise com representantes de setores industriais intensivos em consumo de energia. Segundo ele, outras empresas deverão adotar medidas semelhantes.

















