A expansão histórica do setor será impulsionada por programas habitacionais e por grandes obras de infraestrutura.
Por Misto Brasil – DF
Os investimentos na construção civil brasileira devem saltar de R$ 859,76 bilhões em 2026 para cerca de R$ 1,1 trilhão em 2030, segundo projeção do FGV Ibre.
A expansão histórica do setor será impulsionada por programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, e por grandes obras de infraestrutura com aporte privado.
Para sustentarem esse avanço até 2030, as empresas enfrentam o desafio urgente de modernizar processos e driblar a escassez de mão de obra qualificada.
Destaques do estudo do FGV Ibre
• Crescimento do PIB: projeção de alta de 1,3% para o PIB da construção em 2026.
• Emprego formal: alta de 128,3% no contingente de carteiras assinadas em 20 anos.
• Crédito imobiliário: avanço da representatividade de 2,7% para 10,9% do PIB.
• Falta de profissionais: escassez apontada como gargalo por 36,5% das empresas.
• Industrialização: apenas 15,7% das obras utilizam métodos construtivos industrializados.
Diante do envelhecimento da força de trabalho e da queda no rendimento produtivo por trabalhador nos últimos anos, especialistas apontam que o crescimento sustentável da construção civil brasileira dependera de inovação tecnológica, uso de estruturas pré-fabricadas e capacitação profissional.
“A construção tem, sim, hoje as forças necessárias para mitigar um movimento de desaceleração que já começa a se desenhar”, afirma a economista do FGV. Ana Maria Castelo.
Para a economista, o ponto de inflexão está na capacidade de converter as oportunidades de investimento em produção efetiva.
Depois de um período em que o emprego formal mais que dobrou, o avanço do setor terá de depender menos da ampliação contínua do contingente de trabalhadores e mais da eficiência no uso dos recursos.
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