No Dia de Ceuta, o Partido Popular (PPE) e o Vox, da Espanha, organizaram duas manifestações distintas em Bruxelas.
Por Misto Brasil – DF
Cerca de 500 pessoas se reuniram em frente ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, na quarta-feira, para protestar contra a forma como o governo espanhol está lidando com a crise em Ceuta, onde permanecem vários milhares dos mais de 70 mil migrantes que chegaram ao enclave em 30 de julho.
Eurodeputados e funcionários do Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita, e do grupo de extrema-direita Patriotas pela Europa reuniram-se na área em frente ao Parlamento, agitando bandeiras de Ceuta e da Espanha, e acusando o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de não defender a integridade territorial e a soberania da Espanha.
No Dia de Ceuta, o Partido Popular (PPE) e o Vox, da Espanha, organizaram duas manifestações distintas em Bruxelas. Apesar de terem sido organizadas separadamente, ambas ocorreram simultaneamente e no mesmo local, com parlamentares do PPE e do PfE lado a lado.
“Sánchez entregou a responsabilidade pela segurança de Ceuta a um terceiro país”, disse a vice-presidente do PPE, Dolors Montserrat, a jornalistas, alegando que o primeiro-ministro espanhol “está se curvando” a Marrocos.
O jornal online El Español noticiou na quarta-feira que o Centro Nacional de Emigração e Fronteiras da Espanha (CENIF) concluiu que o incidente “foi orquestrado pelas forças de segurança marroquinas“, contradizendo a posição de Sánchez de que não há provas de qualquer envolvimento das autoridades em Rabat.
Até o momento, Madri evitou culpar publicamente Rabat pelo incidente. De modo geral, considera Marrocos um parceiro cooperativo na gestão da migração.
















